segunda-feira, 25 de novembro de 2013

UMA SOCIEDADE SEM TRABALHO


Caminhamos para uma sociedade onde os processos produtivos estão cada vez mais mecanizados, onde os métodos estão cada vez mais maquinizados. A substituição humana é uma realidade incontornável. Assistimos também, nos serviços, a uma espécie de reagrupamento das competências como forma de “ganharmos” sinergias. Os humanos substituem-se por máquinas e por menos recursos humanos. Assistimos, assim, a um caminho para um mundo sem trabalho. Uma sociedade sem trabalho é uma sociedade mais pobre não só em capital, mas uma sociedade com menos intelecto, com menor pensamento. É o pensamento que nos move, que nos capacita de novas ideias.

Assistimos a uma canibalização do nosso próprio pensamento? Por força de nos auto substituirmos por máquinas?

É o trabalho que nos realiza, é o trabalho que nos dá a sensação de concretização do nosso eu, que nos projecta para o sucesso. O ser humano tem ambições; cria expectativas, empenha-se no seu crescimento do que constrói e realiza. Não trabalhamos apenas por um salário. Um trabalhador numa empresa é um ser com ideias, pensamento, sonhos e ambições. O trabalhador faz as peças andarem, a roda virtual girar, as empresas progredirem. A ideia de uma sociedade sem trabalho, já não é uma mera ideia é um facto. Seremos, cada vez mais, uma sociedade de trabalhadores sem trabalho. A nova economia exige novos processos e métodos. Na nova economia não há espaço para tantos trabalhadores. Não é só o rendimento. Claro que o rendimento será a unidade mais básica que se perde numa sociedade sem trabalho e consequentemente o seu consumo. Mas a dimensão que vem a seguir da realização, da evolução do pensamento, esta última traz-nos irremediavelmente a perda da nossa própria evolução. Projecta-nos para uma daqueles filmes de John Carpenter, onde confundimos os robots com humanos, os recursos são escassos e o pano de fundo caótico de um mundo destruído passa a ser o cenário. Será que não podemos criar também um modelo de sustentabilidade para o ser humano?

A SOCIETY WITHOUT WORK
We are moving towards to a society where the production processes are increasingly mechanized, where methods are increasingly machined. The replacement of human beings is a reality that we cannot escape. We also saw , in services, a kind of reunion of skills in order to " win " synergies. Humans replace themselves by machines and less manpower. Thus witnessing a path to a world without work. A society without work is a poorer society not only capital, but a society with less intellect, with less thought. It's the thought that moves us, that enables us to new ideas.Witnessed a cannibalization of our own thinking ?
It is work that carries us, is work that gives us a sense of our self realization, which directs us to success. The human being has ambitions; creates expectations, strives in its growth that builds and performs. Do not just work for a paycheck. A worker in a company is a human being with ideas, thoughts, dreams and ambitions. The worker makes parts walk, the virtual wheel spin, businesses progress. The idea of a society without work, is no longer a mere idea is a fact. Will be, increasingly, a society of workers without work. The new economy requires new processes and methods. In the new economy there is room for many workers. Not only is the yield. Of course thar the salary is the most basic unit that gets lost in a society without work and therefore their consumption . But the scale that follows the completion of the evolution of thought, the latter brings us inevitably to the loss of our own evolution . Projects us in a movie of John Carpenter, where we can confuse the robots with human, resources are scarce and cloth chaotic background of a shattered world shall be the scenery . Can we not also create a model of sustainability for humans ?