segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Estão a subtrair as sensações e emoções às nossas vidas

Estão a subtrair as sensações à nossa vida.

Na passada semana fui a um workshop sobre recursos humanos onde entre muitas coisas se falou no uso das novas tecnologias como forma de comunicação e promoção do negócio. Falou-se na capacidade que o digital tem em nos facilitar a vida, compactar o espaço e ser mais acessível.
A dada altura e como exemplo temos o livro digital que guardado num Tablet nos facilita a vida. Eu que ouvia atentamente tudo o que me queriam dizer, entrei logo em dissonância.

Como poderei algum dia privar-me das idas à livraria, para desfolhar, cheirar e ler um bocadinho aqui e ali de todos os títulos colocados em prateleiras, à espera que eu me apodere de uma ou outra história?
A sensação do cheiro de um livro novo, de dobrar as folhas nos cantos, de tocar e desfolhar, apoderarmo-nos fisicamente da história não pode estar dentro de um gadget. Seria como comer uma romã pela internet. Faltaria o descascar, cheirar, provar e devorar. Seria como tantas coisas, bem sei, que já passaram para a internet, as relações, as compras. Mas o livro? A palavra escrita que nos faz viajar e transportar tantas vezes, tem de ser tocada, cheirada e abraçada.

"O livro é um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo  texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária.
O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra  conhecimento e expressões individuais ou colectivas."

Não quero os meus livros nos Tablets. Quero os meus livros em papel, com capas desenhadas, folhas dobradas, lidos e relidos, arrumados ou desarrumados, que ocupem espaço. O espaço que me deu prazer, que me deu experiência e me deu conhecimento.
 
 
They are subtracting the sensations our lives.

Last week I went to a workshop under a theme of human resources management in the companies. Among many things were said there, about the use of new technologies as a new way of communication and business promotion. They spoke on the capacity that we have in pass our lives for digital world and make it easier, about the space and accessibility. At some point they had an example about the digital books,  that we can store in the Tablet makes life easier, for read and transportation. I listened carefully everything they said but I turned out in dissonance.

How can I ever deprive myself of the journeys to a bookstore, to defoliate, smell and read a little bit here and there of all books placed on shelves, waiting for me to take hold of one or more story?

The sense of smell of a new book, folding the sheets in the corners, touch and defoliating, possess physically the story can not be inside a gadget. It would be like eating a pomegranate in internet. Lack the peel, smell, taste and devour. It would be like so many things.
I know! There are already in the internet, relationships, shopping, every kind of information. But the book!? The written word that makes us travel and transport often to a tousand places and adventures has to be touched, smelled and embraced.

"The book is a transportable volume composed of bound pages containing printed or handwritten text and / or images and forming a unitary publication .The book is an intellectual product and as such contains knowledge and expressions individual or collective. "

I do not want my books in Tablets. I want my books on paper, with covers designed, folded sheets , read and reread, tidy or untidy, occupying space. The space that gave me pleasure, which gave me experience and gave me knowledge.