segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes, Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.


Mário de Sá Carneiro