quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Deselengante!

A última acusação que me fizeram. Deselegante! Isto porque exijo que o mínimo de um tratamento correcto em termos de protocolo de comunicação entre duas pessoas profissionais, não seja nem em dona, nem apenas em senhora.
Vivemos momentos de crise de educação, com influências dos brasileiros e de pessoas de leste cujo o protocolo para eles é de facto diferente do nosso, e como traduzem à letra lá vão chamando "Sinhora Paula".
Mas e os portugueses? O que lhe aconteceu para terem perdido a educação do tratamento que endereçam às pessoas que não conhecem? Qual é a desculpa para tratarem por D. Paula, Senhora Paula, Senhora Paula Cordeiro. Não é antes Sra. D. Paula Cordeiro, um endereçamento respeitoso de quem não se conhece e se quer tratar com respeito? Não, pelos vistos não! Agora podemos ser chamados de tudo. Estas formas de tratamento podem equivaler a respeito ou ao contrário. O que é pior é que muitos sabem bem o quanto desrespeitoso este tipo de tratamento pode ser.
Quando se referem a alguém se usam o “senhora” ou “dona” sabemos que ou se trata consciente ou inconscientemente de falta de polimento ou educação ou no pior dos cenários de uma grande e consciente desconsideração. Este tipo de tratamento reduz o seu interveniente na medida que o desqualifica social e culturalmente. É como se o dona ou senhora fosse para a dimensão empregada doméstica. Inferioriza a ala feminina, como se fosse: és mulher que mais precisas?
Pois volto a dizer, ainda que o titulo em nada seja chamado! Sou Senhora Dona. É dessa forma educada que se deve tratar um mulher, quando não a conhecemos e temos que nos dirigir a ela.
Tenho dito!
Deselegante não! Apenas uma mulher que conhece a forma como as pessoas devem ser tratadas respeitosamente.

Àqueles que criticam e gozam e ainda acrescentam quem és tu para pedires esse tratamento, "julgaste melhor que os outros",  o mais profundo desprezo e ao mesmo tempo complacência pela educação limitada que tiveram.