domingo, 5 de janeiro de 2014

Feel like crying

Hoje apetece-me chorar. Apetece-me chorar pelo que procuro incessantemente e nunca encontro. São aqueles pequenos momentos, aquelas pequenas palavras, aqueles fugazes olhares, aqueles suaves toques. Aqueles silêncios. Aquele vento que te bate na pele e te faz realizar que existes na mais plenitude do teu eu.
Uma vez li que a beleza residia em momentos quase irrepetíveis, mas que acontecem sem ninguém planear e por detrás disto está a força da natureza, quando é silenciosa, calma, lenta e quase imperceptível. 
Mas as lágrimas não saem. Como se a dizer que não posso expurgar a tristeza por não encontrar a simplicidade. Como se a dizer que tenho de apreciar o que existe e não o inatingível das pequenas coisas.  
Há algo de irónico na vida. Há algo que nos faz não sossegar nunca. Será porque a felicidade constante não existe? Será que o estado constante de alguma coisa é mera quimera ou visão absurda da não vida.

Um dia quando amar, vou amar tudo, não vou deixar nada de fora. Um dia quando amar ali há-de residir a simplicidade só de olhar, a simplicidade só de ouvir. A simplicidade só de estar.

A simplicidade do silêncio. 
Today I feel like crying. I feel like crying for that I seek so incessantly and never find . It's those little moments, those little words, those fleeting glances, those soft touches. Those silences. That wind hitting you in your skin and makes you realize you exist in more fullness of your self.I once read that beauty resided in all unrepeatable moments that happen but no one plan and there lies the force of nature, when it is quiet, calm, slow and almost imperceptible .But the tears would not come out. How to say I can not purge the sadness of not finding simplicity. How to say I have to appreciate what is and is not unattainable by small things.

There is something ironic in life. There is something that makes us never settle down. Is it because the constant happiness does not exist? Does the constant state of something is mere wishful thinking or not absurd view of life.One day when I love, I will love everything, I will not leave anything out. One day when love there woll resided the simplicity of just looking, just simplicity of hearing. The simplicity of just being. The simplicity of silence .